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IBM, Sun Microsystems, Oracle, Novell, SuseLinux, Sybase,
RedHat, Intel, Google, Sony, Matsushita, Philips, Toshiba, Hitachi,
NEC, Samsung e Sharp. Quem nunca ouviu falar deles?
Os ‘gigantes’ das Tecnologias de Informação e da Electrónica marcam uma posição ao optarem por soluções Open Source
(código aberto). A vantagem deste código é a possibilidade de ser
modificado pelos fabricantes e posteriormente partilhado e utilizado
sem encargos de licenciamento. (...)
A IBM é grande apoiante do Open Source e aposta
fortemente nesta área. Ao longo dos anos a Big Blue, como é também
conhecida, tem investido biliões de dólares: fez um investimento de 50
milhões de dólares na Novell, na altura em que esta adquiriu a SUSE
Linux e, na Índia, investiu perto de 1.2 biliões de dólares para
suporte a Open Source tendo, no ano seguinte, investido 1.3 biliões de
dólares no desenvolvimento e suporte a Linux. Com um leque bastante
alargado de produtos em Linux, a IBM tem vindo a
sentir o retorno do seu investimento nesta área. Também para o cliente
as vantagens estão à vista: os custos de exploração são reduzidos, a
inovação e actualização andam de mãos dadas, sendo extremamente rápidas
nos seus ciclos, existe um crescimento exponencial e cada vez são mais
os fabricantes que apostam em software para ambientes Linux. Isto
converte-se numa razoável disponibilidade de aplicações a custo
inexistente ou reduzido.
A Sun Microsystems
caminha a passos largos para a utilização do Open Source e demonstra
isso com a recente ‘libertação’ de 1670 patentes relacionadas com o
sistema operativo Solaris. Esta estratégia assenta na filosofia de
partilha da inovação entre os seus especialistas e os programadores de
todo o mundo. Assim imprime uma maior dinâmica à informação sobre
projectos, além de que permite entre cliente e parceiro o benefício de
se poder inovar livremente e expandir a visão. A empresa deposita total
confiança nos seus produtos desenvolvidos e, este ano, na quarta edição
do Sun Tech Days, que decorreu em São Paulo, declarou que pretende
fazer uma aposta forte em código aberto. A Sun
acredita que a qualidade e a segurança dos produtos Open Source tem
vindo a aumentar, sendo possível detectar e colmatar eventuais
problemas com extrema rapidez, devido à partilha de informação e pelo
facto de existir tanta gente a ‘olhar por eles’. Sendo uma apoiante de
várias iniciativas globais sobre Open Source como NetBeans, Mozilla,
Gnome, Eclipse, Firefox, Apache e Openoffice.org, em meados do ano
passado lançou o Open Solaris. Pretende com esta iniciativa, semelhante
à de outros fabricantes mundiais como a IBM, que os programadores façam
aplicações na plataforma da Sun e partilhem o conhecimento com a
comunidade. Outra das mais recentes estratégias foi a adopção do modelo
Open Source para o Java Business.
A Oracle faz
um dos maiores contributos para a comunidade de Open Source, contando
ter a maior equipa mundial de programadores a trabalhar em plataformas
com base Linux: tem hoje mais de 10 mil pessoas a desenvolverem
aplicações para correrem em Linux. Tendo por objectivo ter o seu
próprio sistema operativo, a Oracle considera a
aquisição de uma empresa com distribuição própria de Linux uma opção
viável. Com um ‘encaixe’ desta envergadura seria possível fazer frente
ao ‘gigante’ Microsoft com o pacote completo, desde o sistema operativo
até às aplicações.
A Novell é uma das
empresas que mais aposta em Linux e um dos ‘gigantes’ das Tecnologias
de Informação que tem vindo a vincar a sua posição ao longo do tempo,
apoiando o Open Source através de aquisições estratégicas. Começou por
comprar a Ximian, em Agosto de 2003, uma empresa de desktops em Linux
e, meses depois, apostou na SUSE Linux. Assim
consegue abranger os utilizadores finais e fica com um portfólio de
software completo, desde sistema operativo para servidores até à gama
de end-users. As aquisições continuam e, em 2005, compra a Immunix, uma
software-house especializada em segurança para Linux, reforçando a sua
posição também nesta área de soluções. Actualmente a Novell caminha
para o modelo de Open Source relativamente ao desenvolvimento de
software. Os utilizadores têm possibilidade de utilizar gratuitamente
produtos de qualidade, recorrendo à empresa para suporte e manutenção.
A Sybase é RedHat Business Advanced Partner, o que significa ser empresa parceira da RedHat em todo o seu portfólio: consultoria, desenvolvimento à medida, serviços de valor acrescentado e formação. A Sybase é uma empresa de gestão de bases de dados fortemente apostadora , sendo que a proximidade com a RedHat
fê-la adquirir experiência e qualidade para produzir, em 2004, a melhor
Base de Dados para Linux. Para a empresa a aposta e empenho no código
aberto faz com que as suas aplicações sejam flexíveis, adaptáveis e de
rápida integração em ambientes computacionais heterogéneos. O
desempenho mostrado pela Sybase abre o caminho para um futuro onde a integração de tecnologias Open Source é mais fácil e tem um custo menor.
O grande contributo da Intel para o Open Source foi, em 2004, a criação de um laboratório de testes a aplicações Linux, utilizando o RedHat,
e a sistemas operativos que correm em ambientes críticos com vários
processadores, com o objectivo de melhorar as potencialidades do Open
Source sobre este tipo de ambientes. A Intel e a RedHat
pretendem criar cerca de duas dezenas de centros para desenvolvimento
de Open Source, usando ferramentas e suporte a aplicações Linux sobre
as plataformas Intel.
O motor de pesquisa Google
é um dos mais recentes apoiantes do Open Source. A empresa começou
recentemente a usar este tipo de aplicações, fazendo uma parceria com a
Sun para utilização de aplicações desta, permitindo
uma solidez para a utilização do Open Source entre os dois gigantes.
Sendo a equipa de Open Source do Google pequena,
existe um encorajamento aos estudantes para desenvolverem em código
aberto. Actualmente especula-se sobre um sistema operativo do Google.
Em
2003 uma parceria entre os fabricantes Sony, Matsushita, Philips,
Toshiba, Hitachi, NEC, Samsung e Sharp, actualmente com cerca de meia
centena de empresas apoiantes (http://celinuxforum.org),
teve como objectivos definir extensões standard para a plataforma Linux
e responder ao monopólio da Microsoft, que promove o uso das suas
aplicações na área da electrónica.
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Luís Domingos - TintaDigital - Maio 2006
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