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A
consciência ambiental e ecológica e a contribuição
de todos e cada um para uma responsabilidade ambiental que proteja o
ambiente e diminua os impactos negativos que as acções
individuais e empresariais têm no mesmo, são hoje em dia
factores valorizados como importantes.
A
utilização consciente e responsável de recursos
naturais faz parte de uma ética que se impõe cada vez
mais na nossa sociedade.
A
decisão e escolha por produtos, instituições e
serviços que valorizem a questão ambiental e ecológica
fazem também parte do consciente colectivo que procura,
directa ou indirectamente, uma forma de valorizar esta questão. (...)
Assim
sendo, as Empresas têm uma dupla responsabilidade, não
só de contribuir efectivamente de uma forma consciente e
responsável para a manutenção e melhoria do
ambiente, mantendo uma postura coerente, como também
disponibilizar produtos/serviços/soluções que o
consumidor/Cliente possa valorizar como um acto que contribui para
essa valorização ambiental. Assim, para além de
muitos outros factores possíveis e presentes numa opção
de aquisição, como custo, imagem, diferenciação,
inovação, a contribuição para uma
melhoria ambiental é também cada vez mais valorizado.
E
sendo este um tema bastante actual, torna-se também um factor
adicional visto como inovação, valorização
ou mesmo diferenciação, quando se começam a dar
os primeiros passos efectivos nesta área.
O
tema ambiental associado às organizações e sua
efectiva contribuição activa e pró-activa é
um factor que está actualmente 'na moda', quer ao nivel
institucional, social ou individual, especialmente porque existe uma
consciência de efeitos bastante adversos nos recursos futuros,
se não forem tomadas sérias medidas preventivas ao
nível ambiental e ecológico.
Poderá
então dizer-se que as questões relacionadas com a
prevenção ambiental e ecológica poderão
muito bem ser um valor acrescentado para as organizações
que efectivamente integrem esta preocupação e medidas
activas na sua estratégia e negócio. Este pode ser um
factor extremamente positivo para uma efectiva ajuda ao ambiente, mas
também para um posicionamento da organização
como uma instituição responsável, credível,
solidária e ética. Ganhando também ao nível
da própria imagem da organização e de
valorização dos seus produtos/serviços/soluções,
podendo desta forma constituir-se como um factor inconsciente
valorizado muito positivamente para a decisão do consumidor
por aquela 'marca' ou instituição.
Se
analisarmos de um ponto de vista racional, para as organizações,
para além da responsabilidade ambiental também a
oportunidade de marketing que um investimento em acções
de cariz ambiental/ecológica podem ter como retorno na
organização, poderiamos dizer que estas decisões
poderão ser rentabilizadas, em termos de Marketing, como:
-credibilidade
e reforço da 'marca'/instituição;
-valorização
do produto/serviço;
-promoção
junto dos Clientes;
-diferenciação;
-inovação;
-novos
targets com 'gostos ambientais';
-oportunidade
de comunicação – publicidade e informação
aos Clientes/Parceiros/Fornecedores;
-potenciar
relação com outras organizações (ex.
Ambientais) e promover sinergias.
Se
só por si a opção por uma postura e acção
pro-activa relativamente ao ambiente, já são
importantes, se quisermos valorizar e justificar o investimento nesta
área, então ter presente as oportunidades que as mesmas
trazem ao negócio, poderão levar as empresas a
valorizar cada vez mais uma actuação eficaz ao nível
da responsabilidade ambiental e ecológica, adaptando estes
conceitos aos negócios.
José Carlos Correia - Director Geral - TintaDigital
Este artigo foi alvo de publicação na newsletter 'ITIL e TAL' da itSMF no nº de Junho de 2008
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