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Como migrar para uma infra-estrutura Open Source?

 

Os pressupostos são praticamente os mesmos que para qualquer outra migração, por exemplo de Windows NT para Windows 2000. Até numa migração entre infra-estruturas do mesmo vendedor não se pode assumir que os formatos dos ficheiros, por exemplo, são mantidos. É necessária a realização de testes adequados antes da migração em massa. Todas as migrações devem ser cuidadosamente planeadas.

A análise da infra-estrutura actual pode descobrir que é necessário fazer alterações antes da migração. Por isso, até as organizações que não têm planos para migrações a curto prazo devem ter infra-estruturas com standards abertos e auditar as infra-estruturas neste ponto.

Devem ser seguidas as recomendações apresentadas abaixo, não necessariamente nesta ordem e podendo, algumas delas, serem executadas em paralelo.

  1. Criar uma equipa com as competências necessárias e apoio da gestão.
  2. Compreender o ambiente, tanto as aplicações Open Source como a arquitectura de base.
  3. A migração é uma oportunidade para rever a arquitectura de base e as aplicações.
  4. Considerar o seguinte antes de tomar uma decisão: implicações da utilizações de licenças Open Source; analisar as vantagens e inconvenientes das alternativas para cada opção; diferenças entre as várias distribuições; nível de suporte necessário.
  5. Auditar os sistemas actuais. Devem ser verificadas as caracteristicas de cada aplicação, os requisitos dos dados e os requisitos de segurança.
  6. Preparar um plano financeiro com a informação recolhida com: o custo infra-estrutura existente num prazo de 5 anos, o custo de ambientes alternativos e da respectiva migração e, as forças e fraquezas da infra-estrutura actual face às alternativas.
  7. Consultar os utilizadores, explicar-lhes as razões e o impacto da migração.
  8. Assumindo que o plano financeiro foi preparado, iniciar projectos em pequena escala em ambiente isolado para refinar os custos, analisar as reações dos utilizadores e, validar a arquitectura final prevista.
  9. Decidir sobre a velocidade da migração: Big bang (não recomendada), por grupos ou por utilizador.
  10. Implementar a migração em toda a organização.
  11. Controlar o feedback dos utilizadores e resolver os problemas.

 

 

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